quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Silêncio
Ele tinha perdido a lucidez. Veio me dizer com um sorriso no rosto que o sol não apareceria mais. O começo do fim do mundo enlouqueceu a população, as pessoas corriam pelas ruas escuras, matavam uns aos outros e gargalhavam. Os homens do exército atiravam sem hesitar. Não demorou muito e houve uma explosão que anulou todo e qualquer som por alguns segundos. As estrelas brilhavam enquanto a Terra ardia em radiação e a raça humana estava quase extinta. Em um telão no alto da cidade, mostrava-se aos poucos que restaram um infográfico do estado do sistema solar, completamente desalinhado. Faltavam poucas horas apenas, que demoraram a passar, mas não houve chance alguma de não serem todos engolidos pelo chão. Não foi o fim do mundo, o planeta continuava ali, silencioso e intacto. As estrelas brilhavam cada vez mais.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário