É uma pequena casa. É possível enxergar o portão da frente. A porta da sala e do quarto formam uma estranha diagonal com o quarto. Um calafrio puxa dois dos garotos. A garota dá um trago em seu incenso expondo sua total distração. As luzes aparentam estar mais fracas. Talvez seja aquela névoa do cigarro. Tudo está muito confuso.
Os dois se entreolham e como uma peça teatral pulam de seus lugares. A estranha sensação lhes acomete novamente. Olham para o portão da casa. Nada. Um pequeno desvio de olhar. A sensação novamente. Um vulto? Os dois se dirigem para a sala. Vigiam a porta e janela. Tudo quieto. A adrenalina aumenta. Uma inspiração das trevas existe naquele local. Um segue pelo lado de fora cautelosamente. Pelo lado de dentro o outro tem mais ímpeto. A parte de dentro parece ser uma fortaleza mais segura. Abre a cozinha. Precisa se juntar ao colega. Se encontram na garagem. Escura. Tudo vazio. Olham-se. Um pequeno banheiro no fundo da garagem com a porta encostada. Um corredor de escuridão espelha a porta terminando em uma despensa de madeira com sua portinhola presa por uma dobradiça. A visão de que algo grande saiu daquele pequeno armazém de entulho e escorpiões passa rapidamente pela cabeça. Concentram-se. Pode estar no banheiro. Seus corações palpitam. Quem abrirá a porta? Um deles olha rapidamente. Branco.
"O que tem lá?"
"Alguma coisa agachada no fundo."
"Alguma coisa agachada no fundo."
"Nossa imaginação?"
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